Mousse de chocolate preto | Dark chocolate mousse

Uff… Um tempo para respirar fundo. Consigo ficar mais desgastada no período de férias do que em tempos de rotina. Pouco tempo tenho tido para me encontrar onde me sinto bem: na minha cozinha. Vida de vai-vem dá resultados semelhantes. Desta vez, tão cedo não terei a minha cozinha, portanto vou tentar pedir o espaço emprestado de alguém para me abrigar no vício.

Tenho já algumas iguarias guardadas em arquivo, vindas de França, que publicarei mais tarde. Por hoje, deixo a mais deliciosa entre elas todas.

 

Mousse de chocolate preto

  • 3 claras em castelo
  • 400 mL de leite de côco
  • 100 g de chocolate preto
  • 2 g de agar-agar
  • 50 g de açúcar

 

Bata as claras em castelo e reserve. Derreta o chocolate e reserve.

Num tacho, leve a ferver o agar-agar dissolvido no leite de côco. Adicione o açúcar. Ferva até levantar fervura e retire. Adicione o chocolate e envolva bem. Deixe arrefecer.

Lentamente, adicione as claras de castelo. Disponha em taças e leve a refrigerar, no mínimo 3 horas.

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Refrescante e delicioso!

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Bolo de iogurte, limão e framboesa | Raspberry, lemon & yogurt cake

Preparem-se: emotional eating week resume o que virá daqui em diante.

Para finalizar as minhas “férias” em casa familiar e por terras francesas, não podia ser, uma vez mais, num ambiente hospitalar e repleto de emoções, histórias, partilha e aprendizagem. (In)felizmente, o caso tem de ser tratado em tal medida. Não é bom, de todo, passar umas férias tristes e monótonas assim, mas começo a aprender que por trás disto tudo estão experiências pessoais de pessoas eventualmente sãs, agora vistas de maneira diferente entre a sociedade e entendidos médicos especialistas, das quais devo absorver o máximo para me encaminhar na vida e não cair no mesmo abismo. Apesar de serem pessoas espiritualmente absorvidas pelo seu mundo, tenho um carinho especial e enorme por todas elas. Partilho da minha força, palavras e sorriso para aquecer os seus corações, tanto quanto possível. Em troca recebo expressões inigualáveis: olhares amadores, sorrisos enlevados, abraços cordiais e as fadas e os anjos descem à terra, em torno de nós, e deixam-nos num ambiente envolvente de cortesia. Não existe analogia possível. Em poucas horas, a terapia emocional e existencial acaba por verter para ambos os lados: eles e eu. Entro uma, saio outra. Entro e vejo rostos deprimidos e corpos rastejantes, saio iluminada por pés bem assentes no chão e beijos delicadamente inocentes e doces.

No primeiro dia em que decidi levar um mimo reconfortante para cada um – diga-se docinho – foi uma agradável surpresa. No segundo, nem queriam acreditar que alguém pudesse ser amável ao ponto de se lembrar deles, uma vez mais (muitos não têm visitas familiares nem amigáveis, estão isolados tempo indefinido). Hoje, já está definida a hora da terapia alimentar. Chego com o saco cheio, saio sem uma migalha.

“Qu’est ce qui à aujourd’hui, ma belle mademoiselle?”

Bolo de iogurte, limão e framboesa

  • 4 ovos biológicos
  • 1 iogurte natural biológico ou de sojaDSCN3927
  • 1 1/2 potes de iogurte de açúcar
  • 2 potes de iogurte de farinha de trigo
  • 1/4 pote de iogurte de óleo de girassol
  • 1/4 pote de iogurte de sumo de limão
  • raspa de um limão
  • 2 colheres de sopa de fermento químico em pó
  • 2 colheres de sopa de açúcar baunilhado ou aroma de baunilha
  • 50 g de framboesas

 

 

Separe as gemas das claras. Bata as claras em castelo e reserve.

Para medir os ingredientes, transfira o iogurte para um recipiente. Bata as gemas com o açúcar, junte o iogurte, a raspa e o sumo do limão e o óleo de girassol. Envolva bem. Comece por juntar, alternadamente, um pouco de claras e um pouco de farinha já com o fermento envolvido, até finalizar.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Unte uma forma com margarina vegetal e farinha e verta o conteúdo para a forma, deixando cerca de 1/4 de massa. Rale as framboesas com a varinha mágica e junte à massa do bolo. Envolva bem até formar uma massa rosa-magenta homogénea.

Com cuidado, faça duas circunferências concêntricas na massa já dentro da forma. Assim, criará o efeito da camada de framboesa, que se deposita no fundo.

Leve a cozer por 30/45 min. Faça o teste do palito. Retire do forno ainda morno.

 

Quando fatiei o bolo, parei no tempo por um segundo a tentar absorver e decifrar que tipo de textura seria aquela. O aroma estava fortemente presente, isso é certo. Mas quanto à textura… Foi uma surpresa. Quando menos se espera, as coisas acontecem. Um aspeto fofo e húmido, colorido, com todos os sabores realçados. Lindo para os meus meninos.

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Sabem? Pelo que vejo: conforta e cura.

Amanhã há mais, com certeza.

 

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Bebida de aveia | Oat milk

Quando tenho uma ideia em mente, o prazo de realização é, normalmente, curto. Contudo, ainda me questiono como não tentei realizar esta ideia mais cedo. Para além de economizar (bastante!), sei o que consumo, quase de raíz. Sem qualquer tipo de conservantes ou aditivos, hoje decidi dispensar um bocado de tempo (15 minutos, o que é isso?) e fazer a minha própria bebida de aveia.

Uma alternativa saudável e saborosa ao leite de soja que me tem causado sérias dúvidas quanto às suas origens, valor nutricional e efeitos secundários, esta bebida de aveia tem um gosto suave e ligeiramente doce, é deliciosa se bebida fria e aplicável em qualquer receita, em substituição de leite de soja ou de arroz. Rica em fibra, cálcio e ferro, entre outras vitaminas e sais minerais, não apresenta traços de colesterol nem lactose, pelo que também é mais digestiva do que a bebida de soja.

 

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  • 2 chávenas de flocos de aveia
  • 4 chávenas de água mineral ou filtrada
  • néctar de agave (a gosto, opcional)
  • essência de baunilha (opcional)

 

Coloque os flocos de aveia no liquidificador, juntamente com a água e o néctar de agave. Deixe processar durante 2 minutos e desligue.

Com um coador ou um pano fino, coe o leite para um recipiente. Reserve no frigorífico durante 3 ou 4 dias.

Quanto ao resíduo dos flocos de aveia, não considere lixo. Pode dar asas à imaginação e aproveitá-los noutras receitas ou mesmo numa máscara hidratante e natural para a sua pele. Eu ainda vou pensar no que fazer, mas já temos umas luzes coloridas e doces..!

 

 

 

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Hamburguer de vegetais | Veggie burguer

Causa-me comichão o nome deste prato. Pensar que é uma opção diária pouco saudável para a juventude em crescimento… Apesar de haver uma constante renovação de notícias e estudos quanto aos efeitos dos hamburguers convencionais das grandes empresas que quase dominam o mundo, as pessoas continuam a fazer disso uma escolha satisfatória. O mal não está em comê-lo, de todo. É aceitável as opções de cada um, mas a frequência com o que acontece e o local é que é alarmante. Porque não experimentar algo caseiro?

Como vegetariana, o meu nível de satisfação passa bem sem a carne suculenta de um animal sofredor.

Já não comia este prato há anos, para ser sincera. Como andamos num modo cheat há dias, e porque os dias para partir de terras francesas estão em contagem decrescente, decidi satisfazer o pedido da família.

Uma receita fácil para dias quentes e preguiçosos:

Hamburguer de vegetais

  • 2 pães de hamburguerDSCN3862
  • 2 folhas de alface
  • 6 rodelas de tomate
  • 6 rodelas de pepino
  • 1/2 pepino
  • 4 cogumelos
  • 2 batatas
  • azeite
  • orégãos
  • pimenta preta
  • vinagre balsâmico
  • sal

 

Regue uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite. Corte os cogumelos em finas fatias, assim como o pimento.

Adicione orégãos e pimenta preta a gosto e salteie em lume brando. Adicione duas colheres de sopa de vinagre balsâmico e deixe apurar até obter a textura desejada. Deixe arrefecer.

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Entretanto, corte as batatas em palitos, mergulhe-as num pouco de azeite, escorra e leve ao forno a 220ºC até dourar.

Corte o pão a meio. Disponha os legumes pela ordem pretendida.

Em 15 minutos se faz, em 5 desaparece.

 

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Pão de sementes de girassol, uvas passas e damasco | Sunflower seeds, apricot & raisin bread

Nos tempos que correm, uma pessoa deve de ter a mente fléxivel e nada superficial em todos os aspetos. Sempre preocupada com a poupança e a sustentabilidade, os meus neurónios não têm sossêgo. Admito que, ultimamente, e mais do que nunca, tem sido uma fase de grande reflexão quanto ao meu e nosso futuro. Muitas ideias, planos, sonhos… Tudo por conquistar, sem qualquer aparente pilar ou força exterior. Mas é este tipo de desafios a que estou acostumada. Custa sempre, mas a determinação e o optimismo dão frutos. Gosto de olhar para trás e ver que fui capaz do que achava impossível, gosto de seguir em frente e encontrar novas batalhas, mais sangrentas e gloriosas. É assim que me sinto viva. Todos estes sonhos estão anotados em letras permanentes, qualquer informação alheia vem como acréscimo para alimentar esta nascente, assim como pessoas, seres racionais, que partilham o mesmo espírito. É com uma grande felicidade que acolho pessoas assim no meu coração, pois sei que vão viver comigo o resto de uma vida. Tenho ficado surpreendida com a quantidade de pessoas que já desenvolvem planos sustentáveis, que descobrem, que inovam, às quais gostaria de me juntar um dia. Mas um tijolo de cada vez…

A parte mais fácil de todo este desejo é transmitir o conhecimento à família, queridos e chegados. As conversas têm sido diferentes do habitual, interessantes ao nível da inovação e do exercício mental.

Como vêem, procuro cozinhar sempre em casa, com produtos biológicos e da época, embora (ainda) não tenha uma área de cultivo própria. Mas cozinhar, conhecer a química daquilo que ingiro não está apenas nas refeições principais, está também nos líquidos, nos pães, nos cereais… Para além de economizar, sinto-me melhor. Quero que assim seja sempre, para mim e para quem me rodeia.

Ontem andei a batalhar quanto ao pequeno-almoço. Como habitual, não me conseguiria deitar na almofada sem realizar qualquer desejo.

A lua já se encontrava alta quando me fechei na cozinha. Entre contrastes de sabores e cores, o cálculo mental de um pão saboroso ficou-se por, aproximadamente, 1€. Rápida preparação, consegui deitar-me antes do amanhecer, deixando a arrefecer:

Pão de sementes de girassol, uvas passas e damasco041

  • 400 g de farinha de trigo
  • 100 g de farinha de centeio
  • 20 g de sementes de girassol
  • 50 g de uvas passas
  • 50 g de damasco seco
  • 350 mL de água morna
  • 40 g de levedura
  • 4 g de sal

 

 

Misture as farinhas com as sementes e o sal. Adicione os frutos secos e envolva todos os ingredientes secos.

Dissolva a levedura num pouco de água.

Faça um buraco no meio da farinha e adicione a água, lentamente, mexendo sempre. Por fim, adicione a levedura e envolva tudo muito bem. Deixe repousar 30 min no recipiente, num local quente.

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Findo esse tempo, transfira o preparado para uma forma de bolo inglês ou, se pretender, faça pequenas bolas. Deixe repousar por mais 45 min, num local quente. Finalmente, está pronto a cozer. Para uma melhor cozedura, ligue o forno a 200ºC e leve um recipiente com água, resistente à temperatura, a aquecer durante 10 min. Reduza a temperatura para 180ºC, retire o recipiente com a água e leve o pão a cozer, durante cerca de 45 min.

O aroma na cozinha faz despertar o apetite para o pequeno-almoço, mas há que ser resistente. Para não se desprender de todo desse desejo, pode adiantar a mesa para o pequeno-almoço. É uma das melhores maneiras de não atacar qualquer coisa de manhã, com o sono, e de tomar um pequeno-almoço equilibrado.

Retire o pão do forno, morno ou frio.

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Bom-dia!

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Bolo de chocolate e courgette | Chocolate zucchini cake

Oh! Uma combinação amorosa.

Andava há muito tempo para experimentar esta fusão de sabores e texturas. Tenho a dizer que fiquei achocolatada por esta perícia. Já tinha partilhado a ideia de combinar chocolate e courgette com conhecidos e os grandes apreciadores do chocolate diziam sempre “vais estragar tudo”. Ora, gostava imenso que estivessem cá para enrolarem essas palavras com a língua, após uma dentada de bolo. A combinação é divinal. Tão divinal que tive de o fechar a sete chaves, bem longe da vista de todos.

Bolo de chocolate e courgetteDSCN3782

  • 4 ovos *
  • 1 chávena de açúcar
  • 2 chávenas de farinha de trigo
  • 1 chávena de amido de milho (maizena)
  • 2 chávenas de courgette ralada
  • 200 mL de leite de soja
  • 100 mL de óleo de girassol bio
  • 150 g de chocolate preto
  • 2 colheres de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de chicória (opcional)

 

 

 

* Ovos? Ovos, sim, não galados. Apesar de ser vegetariana, continuo a consumir ovos, moderadamente, mas biológicos, de galinhas alimentadas somente por produtos naturais, criadas ao ar livre, por pessoas de confiança. Ainda não encontrei qualquer argumento contra. É um processo biológico e natural, não sendo a fêmea fertilizada. Como é rico em nutrientes, ainda aproveito o que de bom os animais nos podem dar, sem qualquer tipo de sofrimento e fim reprodutivo. Tive o prazer de encontrar uns feirantes que me confiam (e que eu já confirmei) a veracidade da produção dos ovos. Portanto, vou continuar a usá-los para as minhas invenções.

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Numa taça, junte os ingredientes secos, exceto o açúcar.

Rale a courgette, com casca se preferir (mais vitaminas) e reserve.

Derreta o chocolate e deixe arrefecer.

Separe as claras das gemas. Bata as claras em castelo e reserve. Bata o açúcar com as gemas até formar uma pasta. Adicione o óleo e o leite e mexa devagar. Junte a courgette e o chocolate derretido e misture bem. Por fim, adicione, lentamente, as claras em castelo e farinha. Misture bem até envolver todos os ingredientes.

Aqueça o forno a 200ºC.

Numa forma revestida por papel vegetal, coloque o preparado do bolo e leve a cozer por 45 min a 200ºC. Espete o palito para verificar a cozedura. Não esperei até que o meu saísse totalmente seco, pois acho que o calor restante do forno é suficiente para cozer mais um pouco e, mesmo assim, deixar o bolo um pouco húmido. Se preferir, deixe cozer durante mais tempo.

Retire o bolo do forno quando estiver morno e resista em não provar. Bem, quase impossível. Tresanda um aroma único pelo espaço que desperta a curiosidade.

Resulta um bolo húmido, ligeiramente doce, fofo, fresco e com todos os sabores presentes.

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Oh! Já foi…

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Rissóis de soja | Soy rissoles

Libertar energias… Amassando.

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E já dizia George Sand que “a paciência não é senão energia”. Quem se lembra da felicidade de fazer os tradicionais rissóis, terá pois de de ter energia para tal. Com todo o meu contentamento e vontade, este snack em modo vegetariano saiu-me um sucesso.

Massa crocante. Sabor suave. Leve amigo do estômago.

Rissóis de soja

Massa

    • 1 chávena de farinha de trigo fina
    • 1 chávena de água
    • 50 g de margarina018
    • pitada de sal
    • casca de limão

Recheio

    • 1 chávena de soja fina granulada
    • 1 cebola
    • 1 dente de alho
    • orégãos
    • molho de tomate (caseiro e orgânico)
    • sal q.b.
    • azeite q.b.

Cobertura

    • leite de soja
    • pão ralado

Demolhe a soja durante 30 min.

Comece por preparar a massa. Leve a ferver a água com a casca de limão e o sal. Quando levantar fervura, adicione a margarina e deixe desfazer por completo. Retire do lume. Adicione lentamente, mexendo sempre, a farinha. Deixe a massa arrefecer.

Para preparar o recheio, deve alourar o dente de alho e a cebola picados com um pouco de azeite. Adicione um pouco de água, o sal, os orégãos a gosto, a polpa de tomate e, por fim, a soja previamente escorrida do excesso de água. Coza por 5 min. Deixe arrefecer.

Enquanto isso, a massa já deve estar no ponto de amassar. Polvilhe uma mesa limpa e seca com farinha. Faça uma bola com a massa e amasse com as mãos durante 5 min, até obter uma bola consistente e homogénea. Com o rolo da massa, estenda-a até uma altura de cerca de 2 mm, amassando dos dois lados, para evitar que cole à superfície ou ao rolo. Se tal acontecer, enfarinhe o rolo e volte a polvilhar a mesa.

Com uma colher de chá, retire um pouco do preparado de soja e disponha em cima da massa. Tenha atenção em que escorre o líquido da colher, pois pode, posteriormente, desfazer a massa. Dobre a massa, cubrindo o recheio. Delimite bem, com os dedos, o espaço do recheio. Com um cortador próprio para massas ou mesmo com uma caneca (cá eu prefiro), corte a massa em volta do recheio. Para certificar que o rissól não se abre, enfarinhe a ponta dos dedos e una as duas partes. Repita o processo para os restantes rissóis, assim como o amassar da massa com o rolo de modo a obter a mesma altura, novamente, pois sobrará sempre massa dos recortes com a caneca. Esta receita rendeu-me 16 rissóis recheados.

Antes de cozinhar (fritar ou levar ao forno) pincele os rissóis com leite de soja e passe-os por pão ralado.

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Energia nutritiva e otimista. E a sua? Qual é o teor da sua energia?

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Tartellete de côco | Coconut tartellete

Quem diz que um indíviduo vegan não pode usufruir dos melhores pecados da vida? Gosto de dar a provar a quem pensa que não é possível e de ouvir as habituais questões curiosas: “O que tem isto?”, “Não sei a que sabe, mas sabe bem!”, “Há mais?”.

De certa forma, a adaptação torna-se saudável e fiável a todos os gostos, sendo o objetivo abraçar estas pequenas mudanças.

À procura de um sabor natural e tropical para a sobremesa de um fim-de-semana quente, pensei:

Tartellete de côco

Basetartelletes de côco (9)

    • 1 chávena de côco ralado
    • 4 colheres de sopa de puré de tâmaras
    • 2 colheres de sopa de óleo de girassol

Guarnição

    • 400 mL de leite de côco
    • 200 mL de leite de soja
    • 20 g de amido de milho
    • 3 g de agar-agar
    • 50 g de açúcar fino
    • 8 g de açúcar baunilhado

 

Comece por preparar a base. Na misturadora, coloque o côco ralado, o puré das tâmaras e o óleo de girassol, e processe até os ingredientes se misturarem completamente. Reserve no frigorífico.

Entretanto, prepare o recheio. Numa panela, misture o agar-agar com o amido de milho  e, lentamente, o leite de soja, mexendo bem para evitar a formação de grumos. Leve a mistura a lume brando, mexendo sempre, até formar uma pasta consistente. Retire do calor e adicione os açúcares e o leite de côco. Leve novamente a cozer durante cerca de 10 min, em lume brando, mexendo. Caso haja formação de grumos, rale com a varinha mágica e leve novamente ao lumo até engrossar. Quando atingir essa consistência, está pronto a repousar e arrefecer. Coloque uma película aderente por cima da mistura para evitar a coagulação.

Os passos mais fáceis terminam aqui. Com paciência e respiração controlada, vá retirando bocados do preparado da base e amasse na forma da tartellete, até preenchê-la totalmente, de forma coesa. Por fim, verta o recheio morno ou frio nas tartelletes e leve ao frigorífico durante 2 horas, no mínimo.

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Antes de servir, decore com frutas frescas, côco ralado, coulis de frutos, chocolate ralado… O que a alma assim entender.

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Bom proveito!

Galette de ruibarbo e framboesa | Rhubarb & raspberry galette

Ultimamente, é de admirar a minha preguiça no que toca a cozinhar e a tudo um pouco. Sabor a férias. E calor, muito calor! Tem sido tudo à base de saladas, sopas frias, sandwiches… Brevemente gelados, saudáveis e coloridos, para enfeitar a página e despertar a curiosidade em tentar, pois feito por nós é outra coisa. Decorado à nossa maneira, outra. Tal como esta galette, que sempre quis experimentar. De origem francesa, a sua massa pode variar de forma e espessura, assim como o seu conteúdo: frutas, vegetais, carne, queijo…

 

Dando uso aos frutos frescos do mercado, decidi pintar os dedos de magenta.

 

Galette de ruibarbo e framboesa

Massa

    • 1 1/2 chávena de farinha de trigoDSCN3475
    • 2 colheres de sopa de açúcar
    • 1/2 colher de chá de sal
    • 4 colheres de sopa de água fria
    • 2 colheres de sopa de azeite

 

Guarnição

    • 1 chávena de ruibarbo cortado em pedaços finos
    • 1/2 chávena de framboesas
    • 4 colheres de sopa de açúcar
    • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
    • sumo de 1/2 limão
    • canela q.b.
    • açúcar q.b.

 

Comece por preparar a massa. Num recipiente, misture os ingredientes secos. Faça um pequeno buraco no meio da farinha e adicione, lentamente, a água. Envolva com uma espátula ou colher de pau. Por fim, adicione o azeite e misture bem. Leve ao frigorífico no mínimo 30 min.

Enquanto isso, lave o ruibarbo, corte em pedaços de cerca de 0,5 cm. Junte as framboesas, o açúcar, a farinha, o sumo de limão e a canela a gosto. Misture tudo muito bem e deixe repousar até a massa estar pronta.

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Ligue o forno a 180º C.

Retire a massa do frigorífico e estenda numa superfície limpa, seca e polvilhada com farinha, até uma altura de 1/4 cm.

No centro, disponha os frutos, deixando uma margem de 1 cm de massa. No fim, dobre a massa em direção ao centro e pincele com água. Polvilhe os frutos com açúcar a gosto. Leve ao forno a cozer durante 30 min.

Sirva frio.

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O sabor fresco e forte, ligeiramente adocicado dos frutos, dá a esta tarte um toque especial. Um pouco invulgar relativamente às outras tartes, a massa não é fofa mas um pouco crocante.

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Bolonhesa de soja | Spaghetti soy bolognese

A soja, leguminosa rica em proteínas, é um forte aliado à alimentação vegetariana. Contudo, tem sido alvo de modificação genética nos últimos tempos, portanto há que ter em atenção aos rótulos e à confiança no produto e vendedor, assim como a sua confeção.

Acho engraçado como quem não conhece torce o nariz e quando prova se impressiona.

Este é um prato amado por vegetarianos, assim como um prato a tentar por quem segue a iniciativa “meatless monday”, ou mesmo num outro dia em que a sensibilidade animal e a ética subam à consciência do omnívoro.

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  • 1 chávena de soja granulada
  • 3 tomates maduros
  • 1 cebola
  • 1 pimento verde/vermelho (opcional)
  • azeite q.b.
  • orégãos
  • mistura de 4 pimentas
  • sal
  • esparguete q.b.

 

Num recipiente, deixe a soja demolhar durante 30 min, no mínimo. Escorra o excesso de água.

Num tacho, refugar a cebola picada com azeite e o tomate partido em pequenos bocados. Adicionar os condimentos a gosto.

Por fim, e se necessário, juntar água e a soja. Deixar apurar durante 5 min.

Cozinhe a esparguete al dente.

Sirva a soja com a esparguete, ainda quente.

Para balançar a refeição, sugiro uma salada verde de alface e pepino.

Saudável, rápido e delicioso.

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